O desempenho do Estado em relação a julho de 2024, foi impulsionado pelo avanço de 23,6% da indústria extrativa
A produção industrial do Espírito Santo cresceu 14,5% em julho deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado garantiu ao Estado a maior alta do país, entre as 17 localidades pesquisadas, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-PF), divulgada na última sexta-feira (12) pelo IBGE e compilada pelo Observatório Findes. No ranking, o Espírito Santo foi seguido por Rio de Janeiro (+10,4%), Mato Grosso do Sul (+7,4%), Pernambuco (+4,5%) e Santa Catarina (+2,2%). E ficou bem acima da média nacional, que totalizou 0,2%.
O presidente da Findes, Paulo Baraona, explica que o resultado demonstra a resiliência da indústria capixaba mesmo diante de grandes desafios, como os juros elevados, a sobretaxação dos Estados Unidos e os elevados custos de produção.
“Tivemos um mês de julho positivo para a indústria capixaba. O setor industrial do Espírito Santo é resiliente, mas é fundamental que continuemos atentos e atuando de forma estratégica para manter a competitividade, afinal, a indústria é um segmento essencial para o desenvolvimento socioeconômico do Estado e do país.”
O desempenho do Espírito Santo foi impulsionado pelo avanço de 23,6% da indústria extrativa. Em julho as produções de minério de ferro pelotizado e de petróleo e gás natural cresceram.
“No caso do petróleo, por exemplo, a produção chegou a 211,2 mil barris por dia, 22,8% acima do mês anterior e 41,4% superior a julho de 2024. Já a produção de gás natural alcançou 5,1 mil m³ por dia, com crescimento de 10,8% em relação a junho e 66,1% em comparação a julho do ano passado”, destaca a economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva.
O FPSO Maria Quitéria, no Campo Jubarte, também influenciou positivamente os resultados, com extração de 38,3 mil barris de petróleo por dia em julho, ainda em fase de ramp-up, ou seja, com aumento gradativo da operação. “Mesmo operando abaixo da capacidade total, a plataforma contribuiu de forma significativa para o crescimento do setor neste mês, demonstrando a força e a capacidade de expansão da indústria extrativa capixaba”, complementa o gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes, Nathan Diirr.
Já na indústria de transformação, mesmo com a retração de 1,7% alguns segmentos tiveram resultado positivo. A fabricação de celulose, papel e de produtos de papel se destacou, com alta de 4,2%, seguida pela fabricação de produtos alimentícios (+2,1%) e pela fabricação de produtos de minerais não metálicos (+0,8%) cresceram. Apenas a atividade de metalurgia teve queda (-13,8%).
“O bom desempenho em julho, especialmente do setor de papel e celulose, está relacionado à continuidade da produção nas plantas da Suzano no Espírito Santo, sem paradas programadas, e a isenção do segmento às tarifas de importação dos Estados Unidos, que tornou a celulose brasileira mais competitiva nesse mercado”, explica Marília.
ES se destaca em 2025 com segundo maior crescimento do país
No acumulado de janeiro a julho de 2025, a indústria capixaba cresceu 4,8% em comparação ao mesmo período de 2024. A alta foi acima da média nacional (+1,1%) nessa mesma base de comparação. O resultado foi fruto tanto do desempenho da indústria extrativa (+7,1%), quanto pela indústria de transformação (+0,5%).
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