Produção de petróleo, gás e minério foram os destaques do mês segundo pesquisa do IBGE. A produção industrial do Espírito Santo cresceu 15,3% em agosto deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados compilados pelo Observatório FINDES baseados na Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM-PF) divulgada pelo IBGE. O setor extrativo teve um crescimento de 25,5%, impulsionado pela produção de minério de ferro, petróleo e gás natural. O destaque vai para o FPSO Maria Quitéria, no Campo Jubarte, que vem contribuindo significativamente para o desempenho industrial do estado. Os desempenhos positivos mostram o protagonismo da indústria do Espírito Santo no cenário nacional. Apesar do cenário positivo, a indústria de transformação teve um recuo devido a resultados negativos em alguns setores. No acumulado do ano, o Espírito Santo lidera o crescimento industrial no Brasil, com uma alta de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, ressalta os avanços da indústria capixaba ao longo do ano, destacando sua adaptação e busca por novas oportunidades.
O bom desempenho da produção industrial capixaba pode ser atribuído ao desenvolvimento da indústria extrativa, com destaque para o crescimento nas produções de minério de ferro pelotizado, petróleo e gás natural.
A produção de petróleo e gás marítimo teve crescimento significativo, enquanto a indústria de transformação apresentou um recuo, exceto em setores específicos como metalurgia, fabricação de alimentos e papel e celulose, que registraram crescimento. A liderança do Espírito Santo no crescimento industrial do país, tanto mensal quanto anual, reforça sua importância no cenário nacional.
O presidente da FINDES destaca que, mesmo em meio a desafios, o setor produtivo capixaba continua gerando empregos e movimentando a economia, mostrando comprometimento com o desenvolvimento sustentável do Estado e do país. O mercado de trabalho no Espírito Santo apresenta sinais de resiliência, com a criação de empregos formais. No entanto, há uma leve desaceleração na geração de empregos em comparação com períodos anteriores, tanto a nível estadual quanto nacional.
O Espírito Santo lidera o crescimento industrial no Brasil nos oito primeiros meses de 2025, mostrando resiliência diante dos desafios e contribuindo positivamente para o cenário econômico nacional.
A economista-chefe da FINDES, Marília Silva, destaca a resiliência do mercado de trabalho formal e a desaceleração na criação de novas vagas de emprego, acompanhando um cenário nacional semelhante. A expectativa é que, mesmo com crescimento gradual, a taxa básica de juros ainda demore a sofrer cortes significativos.
O setor produtivo acompanha de perto a evolução da taxa básica de juros, a Selic, devido aos impactos sobre crédito, investimentos e crescimento econômico. As expectativas indicam cortes na taxa apenas em 2026, com a economia ainda em fase de transição.
Por Rita Benezath, com informações do Observatório FINDES
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