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Dados consultados às 17:21.

Países latino-americanos se destacam no ranking de Inteligência Artificial

| Agência de Notícias | Segundo um recente relatório sobre Inteligência Artificial na América Latina, Chile, Brasil e Uruguai estão na vanguarda dessa transformação digital na região, enquanto a América Latina como um todo está dividida em três grupos: pioneiros, adotantes e exploradores.

O relatório avalia três aspectos principais: fatores habilitadores (infraestrutura digital, talento humano e dados), pesquisa, desenvolvimento e adoção, e governança.

No geral, a região apresentou avanços significativos na implementação da inteligência artificial, embora ainda enfrente desafios em infraestrutura, capacitação de pessoal e governança.

Pioneiros: destaque para Chile, Brasil e Uruguai

Com mais de 60 pontos no índice, Chile, Brasil e Uruguai lideram a transformação digital na região.

Chile se destaca na adoção de IA generativa e em pesquisa acadêmica. Já o Brasil possui 90% da capacidade de computação de alto desempenho da região, além de liderar em número de pesquisadores e publicações científicas.

O Uruguai se sobressai em infraestrutura per capita, especialmente em Unidades de Processamento Gráfico (GPU), e em políticas de desenvolvimento de talentos.

Adotantes: progresso com desafios

Países como Costa Rica, Argentina, México, Peru e República Dominicana, com pontuações entre 35 e 60, demonstram avanços intermediários, mas ainda enfrentam limitações.

Costa Rica se destaca em habilidades profissionais em IA, mostrando como políticas educacionais focadas podem fazer a diferença. O Peru se destaca pelo intenso uso de IA no setor produtivo.

México e Argentina se destacam na produção acadêmica, mas enfrentam desafios de infraestrutura e financiamento. República Dominicana e Equador surpreendem com avanços rápidos em conectividade, talento e estratégias nacionais, reduzindo a distância em relação aos líderes.

Exploradores: ecossistemas em estágio inicial

Países como Guatemala, Honduras, El Salvador, Cuba, Bolívia, Paraguai, Jamaica e Venezuela, com pontuações abaixo de 35, ainda estão nos estágios iniciais de desenvolvimento de seus ecossistemas de IA.

Honduras, El Salvador e Cuba se destacam na produção de software aberto, sinalizando um caminho alternativo para criar soluções locais e promover a colaboração regional.

Guatemala se destaca como adotante tardia, com melhorias em conectividade e talento digital.

Perspectivas Futuras

O relatório aponta que mais da metade dos países ainda carecem de infraestrutura essencial e que 13 dos 19 países não incluem habilidades em IA na educação básica, o que limita a capacidade interna de desenvolvimento. Além disso, a falta de financiamento e a baixa participação em organismos internacionais de padronização reduzem a influência da região na definição de regras globais.

Apesar dos desafios, o relatório destaca que a IA pode ser um motor para a transformação estrutural na América Latina, se articulada com políticas de desenvolvimento produtivo e sustentável. A IA generativa, o software aberto e a inclusão da disciplina nos currículos escolares são apontados como catalisadores para reduzir desigualdades e democratizar o acesso.

O relatório serve como guia para os governos da América Latina e do Caribe, oferecendo evidências e recomendações para impulsionar a produtividade, inclusão e sustentabilidade. O desafio, conforme a análise, será fechar lacunas em infraestrutura, capacitação e governança, além de promover a cooperação regional para que a inteligência artificial possa ser um pilar para o futuro desenvolvimento.