O Ministério das Comunicações está prestes a publicar a Política Nacional de Conectividade em Rodovias (PNCR), com previsão para o dia 5. Paralelamente, o Ministério dos Transportes também planeja uma iniciativa semelhante para a próxima semana. A proposta da política é garantir itinerância (roaming) nas estradas, diretrizes para cobertura 4G ou superior, uso de recursos do Fust e cooperação com diversos órgãos.
Atualmente, apenas 52,9% dos 72,6 mil km de rodovias federais pavimentadas no Brasil possuem cobertura 4G ou 5G. Destacam-se o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro com as melhores conexões, enquanto Roraima, Amapá e Amazonas apresentam a cobertura mais precária. A divisão da cobertura entre TIM, Claro e Vivo gera fragmentação e reduz a efetividade.
O edital de 700 MHz e o compromisso da Claro em ampliar a cobertura em rodovias demonstram avanços nesse sentido. A ANTT destaca que apenas 12% das rodovias brasileiras têm redes 5G, e a meta é incluir conectividade em 100% das futuras concessões após 2021. O desafio é grande, mas parcerias entre empresas de telecomunicações e concessionárias podem viabilizar a expansão da cobertura.
Cobertura desafiadora, mas factível
Empresas como a IHS e a LinksField apontam alternativas, como parcerias para instalação de novos sites e uso de tecnologias como satélite e IoT, enquanto a conectividade 4G e 5G não é amplamente disponível. A busca por soluções inovadoras e a modernização das redes são essenciais para acompanhar as demandas do setor.








